Creatina para idoso: o que ela faz e quando vale a pena

Idoso fazendo exercício de força com halter em casa, com suplemento e água na mesa

A creatina para idoso deixou de ser assunto só de academia e hoje faz parte da conversa sobre força e memória depois dos 60.

Antes vista como suplemento de fisiculturista, agora é estudada para segurar a massa muscular que se perde com a idade.

A fama, porém, traz confusão, entre a promessa de milagre e o medo de fazer mal ao rim.

Para o idoso, o que importa é saber se, no seu caso, a creatina ajuda ou é só gasto.

Creatina para idoso funciona mesmo?

“A creatina é um dos suplementos mais estudados atualmente e com maior comprovação científica de seus benefícios”, afirma o nutricionista Bruno Rodrigo.

Para o idoso, ela funciona, desde que venha acompanhada de treino de força.

Sem treino, ela rende pouco. O ganho vem quando você soma o suplemento ao exercício de peso e recupera parte da força e da massa muscular que os anos levam.

Quais os benefícios da creatina para o idoso?

O maior ganho é para o músculo. Junto do treino de força, a creatina ajuda a atenuar a sarcopenia, a perda de massa e força que chega com a idade.

Essa combinação melhora as tarefas do dia a dia, como levantar da cadeira e subir a escada.

Com mais força, você cai menos e mantém a autonomia por mais tempo. Há ainda estudos sobre o efeito da creatina no cérebro e nos ossos, um campo promissor, mas que a ciência ainda não fechou.

Talvez você tenha ouvido que o corpo do idoso passa a produzir bem menos creatina com o tempo.

Para Bruno Rodrigo, não é o que a literatura aponta: “os estudos mostram que não há diferença significativa nos níveis de creatina entre jovens e idosos”.

Ele associa a sarcopenia mais à falta de exercício do que a uma queda da creatina no corpo.

A creatina faz mal para o rim do idoso?

Não, quando o rim é saudável. Essa é a maior confusão sobre a creatina, mas, em pessoas com função renal normal, os estudos não mostram dano ao rim.

Se você já tem doença renal ou faz diálise, é preciso cautela, e a creatina só com liberação do médico.

Beba bastante água ao longo do dia, que também faz parte do uso seguro.

Como o idoso deve tomar creatina?

A forma com mais estudo é a creatina monoidratada, que você toma todo dia em dose baixa e constante.

A quantidade mais pesquisada fica em torno de 3 a 5 gramas por dia, mas a medida exata é o nutricionista ou o médico que define.

Não é preciso fazer a fase de saturação usada no esporte, com doses altas nos primeiros dias. E o idoso pode tomar todo dia, inclusive quando não treina, porque o efeito vem do uso contínuo.

Creatina adianta para o idoso que não faz musculação?

Adianta pouco. O efeito da creatina depende do estímulo do exercício, principalmente o treino de força.

Bruno Rodrigo resume que a creatina traz mais força e qualidade de vida “quando combinada com exercícios, em especial treino com pesos”. Sem esse estímulo, o corpo não tem por que construir músculo novo.

Por isso, mesmo um treino leve e orientado já faz o suplemento valer o gasto.

Quem não deve tomar creatina?

Precisa de avaliação médica antes quem:

  • tem doença renal;
  • faz diálise;
  • usa remédios que sobrecarregam o rim.

A creatina é segura para a maioria das pessoas, mas esses casos pedem atenção redobrada.

Antes de começar, leve a ideia ao médico ou ao nutricionista, ainda mais se o idoso já toma vários remédios de uso contínuo.

Fontes

Fábio Guedes

Fábio Guedes é jornalista (MTb 77804) com mais de 15 anos de experiência em coberturas de temas relacionados às áreas da saúde, negócios e finanças.

Criou o Idoso Saudável, por acreditar que o brasileiro deve poder decidir como quer viver a própria velhice, com informação confiável ao alcance dele e de quem cuida dele.

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