Quando o filho ficou desempregado, Sônia Ramos fez o que sabia para ajudar em casa e colocou a mão na massa.
Assou bolos com receita própria e começou a vender, sem imaginar onde aquilo ia dar.
Quinze anos depois, a Vó Sônia, hoje aos 80 anos, é o rosto de uma rede de bolos caseiros que chegou a Portugal. A ideia que nasceu na cozinha tornou-se negócio quando ela já tinha 64.
Um bolo para pagar as contas
A história começou em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em 2010. A motivação foi uma necessidade da família, com o desemprego do filho batendo à porta.
Sônia apostou no que tinha de melhor, as próprias receitas e ingredientes simples. Os bolos agradaram, a clientela cresceu, e mãe e filho abriram a primeira loja no centro da cidade.
O negócio deu a Sônia um novo sentido. “Começar todo o projeto da Casa de Bolos me trouxe um novo propósito de vida, que é levar o amor e o sabor que sempre estiveram na minha cozinha para a mesa da casa das pessoas”, disse à BNews.
Da cozinha para 600 franquias
O que era uma saída para o aperto ganhou proporção nacional. A Casa de Bolos se transformou em rede de franquias e hoje reúne cerca de 600 lojas pelo Brasil, além de uma unidade em Lisboa, em Portugal.
A rede faturou mais de 720 milhões de reais no fechamento de 2025, somando todas as franquias, segundo o Seu Dinheiro.
É o tamanho do negócio que Sônia ajudou a criar, e do qual se tornou o símbolo mais conhecido.
Sônia é parte de um movimento maior. Segundo o Sebrae, o Brasil somava mais de 4,3 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais em 2024, o maior número já registrado até então.
Aos 80 anos, Sônia vendeu a Casa de Bolos para a AB Mauri Brasil, subsidiária de uma multinacional britânica e dona de marcas como a Fleischmann no país.
“Eu amo o que faço, é o que me motiva todos os dias”, resumiu à Viva a empreendedora que começou na própria cozinha.

Fábio Guedes é jornalista (MTb 77804) com mais de 15 anos de experiência em coberturas de temas relacionados às áreas da saúde, negócios e finanças.
Criou o Idoso Saudável, por acreditar que o brasileiro deve poder decidir como quer viver a própria velhice, com informação confiável ao alcance dele e de quem cuida dele.





